Disciplina de Psicologia e Políticas Públicas

Cadeira de Férias!!!!!!!!!!!!!!!

Profa. Loiva De Boni dos Santos

"Diário de Bordo" Aventura em busca de um novas possibilidades!











segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aula 1 - Segunda-feira 04 de janeiro de 2010

Inicialmente fizemos combinações referentes à disciplina, como questões de horários, dias que nos encontraremos, ementa, material etc.... Teremos duas semanas intensas de aula das 17h30min às 22h30min. Esta é a primeira disciplina de férias que o curso de Psicologia da FSG disponibiliza aos acadêmicos de Psicologia na "História" do Curso.


Psicologia e Política... Para compreendermos melhor a etimologia das palavras...

Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique, "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo") "é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que um organismo faz) e os processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)". O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano, mas o estudo do comportamento animal para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada, também desempenha um papel importante.


Segundo Wikipédia, Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Nos regimes democráticos,a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.

A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim "politicus" e chegaram às línguas européias modernas através do francês "politique" que, em 1265 já era definida nesse idioma como "ciência do governo dos Estados".

O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.

"O homem é um animal político" (Aristóteles)



O que são políticas públicas então? Encontrei esse vídeo que tem tudo a ver...



                                 O que acontecerá.......?

Um Friuzinho na barriga e o reencontro com os colegas após longo período de férias não foram as únicas coisas boas que aconteceram, pois a disciplina mostrou-se aos poucos nesta noite.

 Discutimos os  textos relacionados ao II Seminário de Psicologia e Políticas Públicas: Políticas Públicas, Psicologia e Protagonismo Social que ocorreu em João Pessoa em, 2003.

Um dos autores ( Pedrinho Guareschi) relata em seutexto sobre os direitos humanos e a sua "superficialidade" fala dos dois lados que cada situação promove e deste olhar, onde cada um tem a sua verdade, que é inerente ao ser humano. Ele também fala de ética , dialética e analética.  Para posteriormente afirmas que:" nas crenças, se está". 
O autor nos faz refletir sobre as relações biopsicosociais, e suas intervenções políticas e sociais, que perpassam pelo campo da justiça e dis direitos de cada um. Direito de ser...
 Paulo Maldo em seu texto traz as idéias de poder, de comando, quando muitos são abastados de direitos outros desprovidos dele (de direitos básicos como alimento, moradia, segurança, saúde) É atravez das Políticas Públicas que podemos colaborar como futuros profissionais da psicologia, para garantir os direitos humanos, de forma "Ètica, estética e política".

Heliana Conde relata de forma peculiar um poema de Octávio Paz (poema circulatório) e utiliza-o em seu debate sobre direitos humanos e seu paradoxo em relação a guerra do Iraque. Uma das frases mais marcantes do texto : "Poderíamos dizer que todos somos iguais, porque humanos, mas uns são mais humanos que do que outros". A autora aborda a temática do capitalismo, da psicologia e direitos humanos e nos faz pensar: A favor de quem o profissional psicólogo está trabalhando?

Esta acredito ser a principal pergunta que fica desta aula. Os profissionais podem sim trabalhar de forma ética, a favor da vida e dos direitos humanos, para garantir autonomia a população, mas auxiliando para  que as nescessidades básicas estajam sendo atendidas de forma qualificada. Pensar em políticas públicas é pensar em direitos humanos.

Segue endereço de um site: Fórum de entidades nacionais sobre Direitos humanos. Bem legal, com bastante material de leitura na àrea de DH.

 http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1 


Um dos Textos muito interessantes, segue na íntegra:

A grita contra PNDH


10 de janeiro de 2010

Estranha essa história chamada democracia, especialmente, quando utilizada pelas elites eternamente privilegiadas. Só se lembram do significado do termo quando se sentem atacadas em seus velhos privilégios. Aí há uma grita geral, “olha o autoritarismo aí”, estão instalando uma ditadura.

Seria engraçado se não fosse perverso, pois quando as estatísticas apresentam, por exemplo, a enorme desigualdade social separando ricos e pobres, a enorme concentração de renda colocando a maior parte do Produto Interno Bruto nas mãos de poucos privilegiados, não se vê grita alguma, nem por parte da elite, nem por parte da grande mídia.

No entanto, quando se trata de uma tentativa,— discutida amplamente com a sociedade civil—, de se estabelecer parâmetros de respeito aos direitos humanos, incluindo a grande diversidade de gentes que compõem a sociedade brasileira, o burburinho fica tão alto que parece até vindo de grande parte da população. Mas não, está vindo dessa minoria privilegiada, que por sê-lo, também possui lugar de fala privilegiado, ou seja, a grande mídia que se faz onipotente e onipresente e se diz “democrática”, porém, com muito medo de sofrer controle social, para o qual, quando dirigido a si, dá o nome de “volta da ditadura”.

A grita geral é direcionada ao Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) lançado em 21 de dezembro ( segundo seus críticos “no apagar das luzes do ano de 2009”). E apesar de dizerem que foi elaborado pelo governo apenas, a verdade é que é fruto de ampla discussão com a sociedade civil. Suas diretrizes foram aprovadas na 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos e tiveram como parâmetro as resoluções de cerca de 50 outras conferências setoriais tais como saúde, direitos das mulheres, igualdade racial, crianças e adolescentes, cidades, educação, segurança alimentar, segurança pública dentre tantos outros temas que compõem a teia dos direitos humanos.

As conferências, suas resoluções e os planos advindos delas são frutos de uma árvore chamada democracia participativa, que apesar de sofrer os reveses de um Estado patrimonialista, gera bons frutos por meio da participação de parte da sociedade que reivindica participar de forma mais contundente do que apenas em momentos eleitorais. Até por saber que uma democracia participativa forte melhora a qualidade da democracia representativa.

Apesar de o plano conter seis eixos orientadores, várias diretrizes e objetivos que abarcam o extenso universo dos direitos humanos, a crítica restringiu-se a pontos que a senadora Kátia Abreu (DEM/TO), em manifestação defendendo o interesse dos ruralistas, chamou de demônio ou complexos do governo Lula. Mas, na verdade, são os tabus que não foram resolvidos ao longo dos oito anos de governo, por afetarem diretamente a parte privilegiada que usufrui do Estado patrimonialista há 510 anos.

Os pontos mais criticados dizem respeito às concessões para rádio e televisão; intensificação de mecanismos de democracia participativa tais como plebiscitos, referendos, leis de iniciativa popular; reformulação da legislação sobre planos de saúde; financiamento público de campanha; mudanças nas regras para reintegração de posse de terras, taxações de grandes fortunas, descriminalização do aborto, união civil homossexual, abertura dos arquivos da ditadura etc. Que ao contrário do que dizem os críticos, não são iniciativas governamentais em resposta ao que o próprio governo se recusou a fazer nos 7 anos de mandato, mas sim pressão dos setores organizados da sociedade reivindicando que este e outros governos que virão coloquem o dedo nas feridas expostas, que acentuam as desigualdades e os preconceitos e que, infelizmente, o atual governo recusou-se em trazer à luz do dia para resolvê-las.

E como bem disse a presidenta do Chile Michele Bachelet acerca do esclarecimento dos fatos ocorridos na ditadura daquele país: “as feridas devem ser lavadas para que possam cicatrizar”.

Cleomar Manhas - assessora do Ines


O que é ditadura?????? Será que já passou mesmo?

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