Nesta aula discutimos sobre a política de redução de danos.
Inicialmente assistimos ao vídeo: "Fora de sí" do canal futura. O vídeo relata como é possível que pessoas de uma mesma cultura normalmente percebam o mundo de forma similar... (vale a pena assistir).
A redução de danos, como apresentada pela Profa. Loiva é uma prática que não atua como ideologia da repressão ao combate das drogas, mas sim, uma forma de minimizar os sofrimentos da população adicta e familiar, com novas formas de tratamento a partir de experiências dos próprios usuários. O êxito a adesão ao tratamento é a qualidade de vida de cada indivíduo. Leva-se em consideração o contexto individual e se trabalha muito com a tolerância a frustração que a grande maioria dos usuários apresenta.
A redução de danos Também atua de certa forma como uma ponte para aproximar os adictos à rede de saúde, estes antes vistos como parte marginalizada da população. O usuário historicamente sempre foi considerado bandido, pois a droga é ilícita e quem transgride a lei é "marginal". Sabemos que a droga sempre esteve presente, desde que o mundo é mundo... O homem sempre buscou alterar seu estado de consciência e cada cultura e período histórico pode ser representado por tipos de drogas diferentes (como nos rituais religiosos indígenas, por exemplo: onde usavam ervas para sair de seu estado normal de consciência).
A droga também pode representar o mundo que vivemos de certa forma. Hoje por exemplo com a expansão da utilização do Crak e Merla (entre outros) podemos refletir exatamente o período histórico que vivenciamos. Vivemos no mundo capitalista e consumista, onde tempo é dinheiro, período da pressa, das coisas instantâneas dos "fast food". O crack é a fotografia que representa bem esse período: uma droga rápida, forte, intensa, que dura pouco e vicia rápido...
O problema não são as drogas, em minha opinião é a relação que o usuário tem com suas questões sociais, profissionais, familiares e afetivas. Nem todos os usuários têm controle sobre sí mesmo, conseguem conviver bem no social. E isso sim causa sofrimento a todas as esferas sociais, envolve trafico, armamento, roubo etc...
O que seria importante em uma política pública para as drogas é que fossem criadas redes de serviços (diversos espaços de cuidado)articulados juntamente com os serviços de saúde, educação, assistência social, entre outros. Sabemos que quanto mais tarde se retardar o uso, melhor é. As politicas para as drogas devem ser preventivas, não somente curativas.
Profa. Loiva trás informações que estudos realizados, comprovam que a maconha por exemplo não é a porta de entrada para as drogas, porém pode ser a porta de saída para drogas mais fortes por exemplo. Em uma pesquisa sobre redução de danos 68% dos participantes trocaram drogas mais forte, pela maconha e depois de 6 meses uma porcentagem bastante significativa conseguiu abandonar totalmente as drogas. Isso ocorreu em minha opinião, pois os sujeitos foram responsabilizados pelo seu tratamento. Por isso é importante personalizar cada indivíduo e responsabilizá-lo pelas suas escolhas.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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